domingo, março 04, 2007

A doença crónica nas crianças e jovens (I parte)

Doença crónica é toda a doença que pode resultar de estados patológicos devido a causas múltiplas, que tanto podem ter origem física como psicológica.
Podem apresentar-se com um breve ínicio (na asma, chamada de asma inaugural), com sintomas diversos, com evolução longa, muitas vezes, com sequelas (febre e cardiopatia reumática), sem tempo determinado e obviámente com ressonância psicológica, familiar, económica e social.


Uma doença crônica pode, de imediato, não apresentar sintomas, e ser negligenciada pelo seu acompanhante (pais) ou portador (no caso de um jovem) e o tratamento geralmente só é feito quando se percebe que com determinada criança ou jovem algo não está bem. É o caso da febre reumática, reacção inflamatória que ocorre após uma infecção de vias aéreas superiores (fossas nasais, mucosa nasal, mucosa da via olfactória, faringe, laringe, traquéia e brônquios).



A doença crónica sempre que atinge o contexto familiar provoca um impacto inagualável, embora compreensível pelos profissionais de saúde. Os pais têm que contar com uma equipa de saúde multidisciplinar e interdisciplinar que englobe médicos, enfermeiros, auxiliares de acção médica, dietistas, psicológos, educadores de infância, animadores culturais, etc., para poderem gerir a doença da melhor maneira possível. Essa equipa tem de trabalhar no sentido de que a familia não se torne disfuncional ou desestruturada, atendendo a que a rotina da família muda completamente.


A família vê- se "a braços" com constantes visitas ao médico, administração de terapêutica, reincidências e (re)hospitalizações, ao longo do desenvolvimento e crescimento da criança ou jovem, além de possível agravamento do quadro clínico. Tendo em atenção que os pais, pelo vínculo afectivo de proximidade que possuem com os filhos também ficam doentes, os enfermeiros como prestadores de cuidados directos a estes utentes devem ter a sensiblidade adequada para lidar com estas situações.
Os pais perante uma criança ou jovem com doença crónica têm que se
confrontar com três situações, a saber:
- gerir a doença e apoiar a criança ou jovem na sua doença;

- ajudar e apoiar a criança ou jovem a lidar com as realidades da doença (o que muitas vezes, não é fácil, no caso de doenças limitativas de movimentos, por exemplo).

- e encorajá-lo a viver uma vida o mais normal possível.

22 Comments:

At 9:55 da tarde, Blogger brisa de palavras said...

Li o texto e como acabei de saber que alguém que estimei e estimo muito há mais de 20 anos...está com leucamia aguda...senti-me triste.
Porque espreita sempre a doença?
uma abraço...obrigada
pelas tuas palavras no meu canto...
brisa de palavras

 
At 11:32 da tarde, Blogger Grilinha said...

Um texto de apoio a alguns pais para sentirem que não estão sós e que os orienta um pouco. Um beijo

 
At 10:42 da tarde, Blogger Palavras_@vesso said...

Antes de mais nada quero deixar aqui à "brisa das palavras" todos os meus pensamentos positivos. Que encontres e saibas distribuir confiança, esperança e sabedoria neste momento tão dificil.

A ti, Rosa, obrigado! hoje aprendi contigo (algo que fazemos todos os dias uns com os outros. Despertas te me para questões importantes para quem lida diariamente com crianças.
Gostei da tua visita ao canto do @vesso. sempre bem vinda
bjks @vesso

 
At 7:36 da manhã, Blogger Viver Um Novo Fim said...

Gostei de relembra o que já me começava a esquecer, obrigada.
Gosto bastante, do seublog acho que tem animação e ilustração, acho que o meu poderia ter mais vida, mesmo se fala bastante da morte, pode dar-me umas "dicas".

 
At 8:40 da tarde, Anonymous rosário coelho said...

Olá Rosa! Mais um belo post onde aprendi algumas coisas e espero continuação!um beijinho!

 
At 1:38 da manhã, Blogger Um Poema said...

Gosto dos teus artigos.
Mais do que escrever sobre estes problemas impõe-se saber esclarecer os leigos (como eu).
Cada um dos teus artigos é uma lição que te agradeço.
Um abraço

 
At 8:38 da tarde, Anonymous helena monteiro said...

Mais um post que gostei de ler!Tenho uma priminha que é diabética e toda a família tem tido uma grande preocupação com ela, parecendo que quando ela está mais doentinha todos estão vivendo mais a doença dela.
Um grande beijinho!!!!

 
At 10:09 da tarde, Blogger António said...

Olá, Rosa!
Mais um dos teus textos de divulgação e educativos.
Li com atenção mas não vou comentar agora. Vou antes aguardar a conclusão.
Depois, no final, terei a visão de conjunto que me permitirá debitar umas bocas...eh eh.

Eu fiz o upgrade no Blogger e fiquei com defeitos que me levaram a mudar de hospedeiro.
Mas muita gente tem tudo ok.
Tive azar.
Vai aguentando.
Quanto mais tarde fizeres a mudança menor a probabilidade de correr mal.

Tu não foste ao meu blog (II) do Sapo onde já tenho uma nova história.
Foste àquele para onde estou a transferir, calmamente, os posts que estão no "Eu sou louco!" do Blogger.

Beijinhos

 
At 10:32 da manhã, Blogger António said...

Olá, Rosa!
Obrigado pela visita e comentário ao "O cego".

Beijinhos

(bela canção do Peter Gabriel e da Kate Bush - raio de nome...eh eh)

 
At 1:03 da tarde, Anonymous Paulo Mestre said...

Um bom tema. Espero a continuação.

 
At 1:05 da tarde, Anonymous Vera Pontes said...

A doença crónica na criança sempre me impressionou bastante, pelas sequelas que apresentam, por vezes!
A sociedade ainda marginaliza muito essss crianças.
Vejamos o caso do menino azul!
Um beijinho da Vera!

 
At 2:48 da tarde, Anonymous paula e rui lima said...

olá!

se gostas de cinema vem visitar-nos em

www.paixoesedesejos.blogspot.com

todos os dias falamos de um filme diferente

paula e rui lima

 
At 11:47 da manhã, Anonymous mafalda said...

Este post promete!
Tenho um sobrinho com esquizofrénia.
Embora seja uma doença mental, esta também é considerada crónica.
O que aqueles pais têm passado com aquele filho é indescrítivel!

 
At 8:08 da tarde, Anonymous kaska said...

Bom fim de semana e continuação de bons posts, pois por cá sempre na onda do alertar para um melhoramento da saúde. Parabéns, gostei bastante, espero a continuação.

 
At 12:46 da manhã, Blogger DREAMASTER said...

Hoje em dia é rara a pessoa não tem uma doença cronica. Uma afligem mais q outras.
Algumas bem graves q se os pais não forem fortes podem deitar por terra o futuro de uma criança.


Bjs
D.

 
At 12:11 da manhã, Blogger António said...

Olá, Rosa!
Enquanto não debitas a 2ª parte, vou-me limitar a agradecer o teu comentário a "O velório".
Reparaste que já tinha um post posterior, não reparaste?

Beijinhos

 
At 6:41 da tarde, Blogger Rosa Silvestre said...

Àmigos(as), brisa de palavras, grilinha,palavras_@vesso,viver um novo fim, rosário,um poema, helena, antónio, paulo,vera, mafalda, paula e rui,kaska e dreamaster,agradeço os vossos comentários assim como as vossas visitas.
Beijinhos e abraços a quem tem de direito

 
At 7:42 da tarde, Blogger António said...

Olá, Rosa!
Agora é a vez de agradecer o comentário ao "Falta de água".
Não é um post erótico pois não sou bom a escrever erotismo.
Eu diria antes que é uma história brejeira.
(obrigado pelo link do vídeo)

Beijinhos

 
At 10:00 da manhã, Blogger Nana said...

Salut Rosa !
Depois de ter posto o meu pc a reparar, fiquei com as minhas coisas um bocado "baralhadas" ...
Agora aqui estou de volta, contente de ter reencontrado o link para o teu blog.
Post interessante. Actualmente ocupo-me de um bébé com antecedentes alérgicos e que apresenta alergias alimentares bastante invalidantes. Vai ter que ser seguido por profissionais da saùde toda a vida ...

 
At 1:30 da manhã, Anonymous Susana Dias said...

Porque ainda tenho o "bichinho da enfermagem" adorei este blog... Vou passando... ;) Beijinho

 
At 5:34 da tarde, Blogger Rosa Silvestre said...

António, Nana e Susana:
Obrigada pelos comentários,e beijinhos para vocês!

 
At 6:36 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Olá.
Após quase 2 anos sem respostas, soubemos há cerca de 1 mês que a nossa linda filha de 4 anos tem bronquiectasias. Como tal, a cinesioterapia passou a fazer parte da nossa rotina e a Joana, após imensos exames, provou ser a menina linda, colaborante e dócil que ajuda a 100% na terapia para que esta situação reverta com o crescimento.
Felizmente, não estão associadas nenhumas doenças genéticas, foram sequelas de uma infecção respiratória (pneumonia) gravissima.
Mas...tudo deixa a sua marca e a nossa menina está com as emoções à flor da pele. Como ajudar e transmitir auto-confiança? Deve-se dar mais mimo? Mais atenção? Desvalorizar? Já não sei o que fazer, está chorosa, com falta de confiança.
Ajuda-me?
Obrigada.

 

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